Assim como nos contos de fadas!

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Quando jovens, tínhamos a tendência de ser sonhadores, acreditar em príncipes e princesas encantadas. Amávamos filmes de romance, chorávamos com histórias de amor, torcíamos pela mocinha e pelo mocinho. Enfim, éramos românticos. Acreditávamos, de alguma forma, em contos de fadas. Com aquela pitada de “sou realista”, mas acreditando sempre que a história de princesa poderia realmente ser possível.

E com o passar do tempo, a gente foi aprendendo tanta coisa que acredito que o tempo poderia facilmente ser chamado de professor. Professor na escola da vida. E a gente foi aprendendo com as coisas boas e com as ruins também. E embora algumas pessoas ainda insistam em não querer aprender, o tempo ensina. Ensina que o mundo não é assim tão cor-de-rosa quanto imaginávamos, que o conto de fadas nem sempre é de fadas, que os príncipes nem sempre são príncipes, que o tal cavalo branco não existe de verdade e que beijar sapos vai fazer mais parte da nossa vida quanto a gente gostaria.

Mas e daí? E se a gente descobrir que gosta mesmo é do sapo? Que o mundo cor-de-rosa nem nos atrai tanto assim e que algo mais colorido ou mais clean fala melhor com o nosso interior? E se ao invés do cavalo branco, a gente descobrir que gosta mesmo é do jegue e que, mesmo que o bichinho venha muito devagar, é ele que estamos esperando mesmo, trazendo quem ele quiser e achar melhor pra gente?

A verdade é que idealizamos muitas coisas quando somos jovens e jogamos a expectativa lá em cima. E quando crescemos, descobrimos que a coisa anda bem diferente, num ritmo bem mais intenso ou às vezes bem mais lento. E a vida começa a “jogar” em cima da gente muita responsabilidade e culpa por termos idealizado tanto, sonhado tanto, querido tanto…

Mas e daí? Podemos continuar querendo! De outra forma, mas podemos! Podemos tudo! Porque é a NOSSA VIDA! E nela, quem manda somos nós! Podemos amar em qualquer idade, de qualquer jeito, com ou sem príncipes e princesas. Manter isso vivo é manter um resquício daquele jovem sonhador lá do início do texto, que nunca deixou de morar dentro de nós. E quer saber? Esse é o melhor resquício que podemos guardar de nós mesmos! Sejamos românticos, mantenhamos nossos sonhos e acreditemos no final feliz! A maturidade vem para nos fazer entender que a inteligência é o maior dos charmes, que o querer bem e o tratar bem ao outro é o tal do romantismo à moda antiga, e que o final feliz é aquilo que te faz tão bem que mais ninguém consegue entender o que só você consegue sentir.

Só conseguimos encontrar o par perfeito quando entendemos que perfeito tem um outro significado. A pessoa perfeita tem que simplesmente – e só isso mesmo – nos fazer feliz! Perfeito é saber que temos alguém para contar! E que essa pessoa ainda nos causa calafrios, acelera nosso coração e nos deixa de sorriso frouxo só por ouvir uma canção. Um amor pra vida toda não vem prontinho, ele é moldado todos os dias e o que o sustenta é o sentimento mútuo de que aquela tal perfeição é sinônimo de dedicação e admiração.

E lá no fundo, no fundo mesmo, naquele fundo que só a gente consegue alcançar, ainda guardamos a esperança do amor pra vida toda. O tempo passa, algumas vezes o coração congela, a gente se basta e aprende a ser a nossa melhor companhia. E aí, de repente, o coração volta a bater mais forte, volta a dar sinal de vida e entendemos que isso faz parte do nosso aprendizado. Continuamos com a tal da pitada “sou realista”, mas descobrimos, enfim, que o tal do príncipe ou da princesa existe mesmo e aqui , no mundo real, eles são ainda melhores. Sabe por quê? Aqui eles nos fazem feliz de verdade! E quer melhor “final de filme” do que esse? Que possamos ser os protagonistas – felizes – da nossa história de vida!

Aline Ribeiro.

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