Ah saudade… como eu sinto!

É assim, simplesmente assim. Uma coisa que vem e não tenho como explicar.
Aparece do nada e sem muitos rodeios me deixa sem ar. E sinto saudade.
Saudade boa. Estado de melancolia. Mas a sensação é boa.
Saudade de coisas que não voltam. De coisas que sei que não posso ter mais.
Saudade de momentos vividos. De momentos que eu sei que não se repetirão.
Saudade de pessoas que passaram e marcaram. De pessoas que hoje nem sei onde estão.
Simplesmente saudade de situações e instantes que, embora eu nem saiba se um dia aconteceram ou se um dia acontecerão, simplesmente sinto saudade.
Vontade de voltar no tempo e aproveitar. Vontade de acelerar o tempo e relaxar.
Saudade de cheiros, beijos, carinhos e olhares, que de olhos fechados até posso enxergar.
Cheiros, beijos, carinhos e olhares que já passaram e que ainda nem chegaram.
E sigo sentindo saudades e vontades… vendo o tempo passar e a saudade só aumentar.
E se um dia me perguntarem do que mais eu sinto saudade…
… lamento informar, mas são tantas coisas que nem ao menos posso enumerar!

Aline Ribeiro.

Ainda dá tempo!

tempo

Quando eu era jovem, eu acreditava em príncipe encantado. Sem vergonha de admitir. Acreditava mesmo e ponto final. Eu era muito sonhadora. Daquelas que amavam filmes de romance, choravam com as histórias de amor e torciam pela mocinha e pelo mocinho. Eu era romântica. Eu acreditava em contos de fada. Mesmo! Eu tinha plena convicção de que, embora a vida fosse real, viver uma “real história de princesa” era totalmente possível. Sonhava em me casar linda, toda de branca, com uma linda cerimônia, com tudo que tem direito, igual princesa mesmo!

Mas o tempo passa! E a gente aprende tanta coisa com o tempo. Nosso amado professor tempo. Professor na escola da vida. A gente aprende com as coisas boas e com as coisas ruins. E, embora algumas pessoas insistam em não querer aprender, o tempo ensina. É tipo como numa escola de verdade: se você não assimilar a lição e não tirar nota boa, você fica reprovado e tem que fazer tudo de novo. E quem já ficou reprovado ou de recuperação sabe: a segunda vez é sempre mais chata, mais cansativa, mais dolorosa. E se tiver terceira, quarta, quinta, fica cada vez mais insuportável de recuperar.

Mas se recupera! O tempo sempre ensina!

E nesse tempo de muitas lições ensinadas e aprendidas, eu descobri que o mundo não era assim tão cor de rosa quanto eu imaginava. A gente aprende que rasteiras existem, que o lado cinza não é mostrado nos filmes, que as pessoas podem (e são!) bem cruéis quando querem ser e que muitos príncipes não merecem ser chamados nem de sapo!

No mundo real, as pessoas parecem falar o que querem. Parece não existir um filtro entre o cérebro e a boca: pensou, falou! E isso machuca! Isso coloca “em cheque” certezas que já temos em nossas vidas. Isso nos faz pensar se estamos certos ou errados em coisas que antes eram normalmente aceitáveis dentro de nós. Coloca-nos a pensar em situações hipotéticas, irreais, surreais.

Eu descobri que nem sempre acontecem as coisas que a gente quer e nem na hora que a gente quer. E que isso vai acontecer muito mais frequente do que a gente imagina. Que a vida muitas vezes vai ser leve e tranquila, mas é para amenizar os turbilhões que vivemos. Eu entendi que, diferente dos contos de fadas, os “vilões” não têm um esteriótipo muito fácil de decifrar. Mas que não ficam muito longe do que vimos: muitos se fazem de amigos, mas com palavras encapsuladas de maldade e facas – que vão ferir nosso coração como uma punhalada no momento crucial do filme.

Mas quer saber? Eu não me importo! Talvez eu não seja aquela Aline do passado. Mas eu não acho que passei da idade para absolutamente nada na vida, inclusive para amar. Afinal, não existe idade limite para amar! Meu limite para amar é simplesmente ilimitado! Eu ainda sou romântica, eu ainda mantenho sonhos e ainda acredito no final feliz! Só que agora com uma maturidade que me faz entender que um corpo ou rosto bonitos não são tão charmosos quanto um ar de inteligência e que o “felizes para sempre” tem mais ligação com querer bem ao outro do que efetivamente com aquela coisa do “morrer de amor sem ar”.

Ainda dá tempo de tudo. É só a gente realmente querer!

Aline Ribeiro.

Na dúvida, fique calado!

8e518891-dc05-4edb-a3c8-39e26776fec3Tenho 36 anos, não sou casada e nunca fui. Tenho 36 anos, não tenho filhos e nunca engravidei. Tenho 36 anos e não comprei um carro ou uma casa ou um cachorro. E, aparentemente, isso é um crime para a tradicional família brasileira!

Tenho uma profissão, gosto dela, já alcancei altos voos no ramo que escolhi, sou formada e pós graduada, sei falar bem Inglês e Espanhol, já viajei bastante e espero nunca parar. Mas… tenho 36 anos e até hoje não formei a minha “família perfeita”. E por esse motivo, para a sociedade, sou um ET vagando pela Terra!

Semana passada, passei pela seguinte situação (pela milésima vez na vida!):
“Você já tem filhos também?”
Não! Não tenho!
“Ah! Sério? Mas você não quer ter filhos?”
Vamos deixar que o tempo responda isso, né?
“Ahhh mas já tem idade pra ter, né?”
[… e continuou]

Aí eu faço a seguinte pergunta ao universo: qual o objetivo dessa conversa? Qual o objetivo dessa pessoa? Era alguém que nunca tinha me visto na vida. Que não sabe absolutamente nada da minha história. E pior, que vai continuar sem saber! Mas se acha no direito de fazer esse tipo de pergunta e, de alguma forma, se meter na vida alheia.

As pessoas deveriam se colocar mais no lugar do outro. Você sabe o motivo do outro não ter filhos com aquela idade? Sabe se a pessoa optou por não tê-los ou se a pessoa não pode tê-los por alguma questão fisiológica ou se a pessoa não os tem porque não encontrou ninguém para formar essa família ou sei lá o quê?

Por que existem tantas pessoas sem empatia no mundo? Eu até acredito que alguns não façam por mal e que essas perguntas surjam por pura falta de noção mesmo. Mas aí a pessoa questionada começa a te responder um tanto incomodada, o que você faz? Você para! Você percebe! Você não continua o diálogo para não expor ainda mais o outro!

E vou ainda mais além: você não sabe o que esse tipo de pergunta pode desencadear naquela pessoa. E se ter filhos, se casar, formar uma família, for o que aquela pessoa mais quer na vida e simplesmente não consegue? E aí? Imagina em que ferida você está tocando! Imagina que “rombo” você vai abrir! Imagina tudo o que você pode estar desenterrando e que vai fazer super mal a quem está sendo questionado! Só imagine o estrago que você pode estar fazendo! Na dúvida, não faça! Fique calado!

O mundo continuaria não sendo perfeito, mas seria muito melhor se a gente pudesse contar com o bom senso das pessoas e o “se colocar no lugar do outro”.

Tenho 36 anos, gostaria de ter me casado, mas não casei. Tenho 36 anos, gostaria de ter sido mãe, mas não fui. Tenho 36 anos, gostaria de ter casa, carro e cachorro, mas não são minhas prioridades no momento. Tenho 36 anos, mas, que eu saiba, ainda não estou morta e a vida não acaba daqui a alguns dias…

Deixem as pessoas viverem em paz! Não sejam responsáveis pela queda dos outros! Não desencadeiem depressões e similares em pessoas que só estão vivendo, independente se nas regras da família tradicional ou não!

Aline Ribeiro.

Simplesmente faça!

Quantas vezes já fomos julgados ou criticados por algo que fizemos? Certo ou errado, não importa! Quantas vezes? E quantas vezes deixamos de fazer algo por medo do que iriam falar?

Sei que existe um ditado que diz que se conselho fosse bom, não seria dado, seria vendido. Mas como eu creio que a gente não precisa vender tudo que acha que é bom e que doações são ótimas e muito bem vindas, vou “doar” um conselho a vocês:

 

Pode parecer grosseiro, mas é a mais pura verdade! E me dei conta disso da pior forma possível: na prática. Não importa o que a gente faça ou fale ou escreva. Não dá para agradar a todo mundo. Sempre vai ter alguém que não concorda com a gente e, em vez de simplesmente abstrair, vai achar que pode nos julgar ou nos criticar. A crítica vai vir de qualquer forma. Portanto, não deixe de fazer! Vai lá e faz!

Sua festa não vai agradar a todos. Sua monografia não vai atingir todas as diferentes opiniões. Sua roupa não vai combinar com todos os estilos que existem no mundo. Sua magreza vai ser linda para uns e parecer doença para outros, assim como sua obesidade vai parecer coragem para uns e ridículo para outros. A educação dos seus filhos vai ser bem vista por uns e derrubada por outros. Suas viagens virarão inspiração para uns e motivo de inveja para outros. Nem todo mundo vai achar seu trabalho normal. Nem todo mundo vai entender o motivo de você ter seu dia preenchido com mil atividades, assim como não vão entender se você resolver não preenchê-lo.

Eu acredito que às vezes nem seja por inveja ou por mal que as pessoas façam isso. Acredito que já virou um hábito julgar o outro. Se algo não é como achamos, pensamos ou fazemos, nosso cérebro tende a ir contra e gerar um tipo de cobrança do outro. E vamos ser sinceros: todo mundo é assim, ok? Todo mundo, num grau maior ou menor, já criticou ou julgou o outro em algum ponto. Isso faz parte da nossa condição humana. O que estou falando aqui é sobre pessoas que vivem para isso, que perdem seu precioso tempo para viver julgando o outro. E não se enganem: tem aos montes por aí! Infelizmente!

A vida é assim e a única coisa que podemos fazer por essas pessoas é lamentar por elas e seguir a nossa vida! Já me preocupei muito com o que iriam pensar sobre mim. Hoje eu simplesmente vivo! Óbvio que precisamos medir o que fazemos, mas por nossa consciência e não pela dos outros. Somos resultado das nossas ações e não da opinião alheia. Que tenhamos certeza disso sempre e consigamos viver da forma que nos sentirmos melhor, independente do que vão achar, falar ou agir… nossa vida, nossas regras!

Aline Ribeiro.

 

Decisões de um café das 5

Já tentaram conversar com vocês mesmos? Já perceberam como somos diferentes a cada acontecimento na nossa vida? Como se mais de uma pessoa vivesse dentro da gente e, a cada coisa que vai acontecendo na vida, uma delas assumisse o comando da situação e as demais ficassem somente observando ou dando palpites.

Já passei por alguns períodos de “reclusão comigo mesma” onde eu só conversava com meus pensamentos. Como se realmente existissem várias Alines morando dentro de mim e eu pudesse colocá-las numa sala de estar e elas ficassem trocando ideias sobre diversos assuntos. Parece um tanto solitário imaginar que, com tanta gente no mundo, alguém se “encapsule” para conversar consigo mesma. Mas vou contar uma coisa: é um tanto libertadora essa sensação! Saber que você pode contar com você mesma. E eu passei a enxergar assim quando me dei conta de que, para mim, esses períodos funcionavam bem demais! Era o meu momento comigo. Onde eu conseguia me enxergar totalmente, me entender, me escutar, chegar a conclusões ou, como em qualquer conversa, ainda continuar confusa! Porém, me sentindo feliz por ter passado um tempo e escutado alguém muito importante: eu mesma!

A cada ano que passa, esses momentos de conversa interna têm se tornado mais frequentes. São papos e mais papos. Muitas perguntas, muitas curiosidades. Às vezes sinto que as Alines estão felizes com essa sensação e às vezes penso que elas estão perdidas entre si. Acho que isso é normal, né? Ninguém consegue ser feliz o tempo todo! Mas acredito, também, que ninguém fica perdida para sempre! Uma hora ou outra a gente se acha e volta a viver!

Passei um tempo pensando em todas as Alines que já moraram dentro de mim, de diferentes épocas, diferentes idades, com diferentes sonhos e diferentes opiniões. Cheguei à conclusão de que a Aline mais feliz de todas elas era aquela que acreditava em sonhos – mesmo com os pés no chão. Aquela que parou de planejar as coisas da vida e deixava a vida acontecer, correndo atrás daquilo que acreditava que era o certo e que ela queria pra vida dela… sem planejar, somente sonhando e pedindo a Deus que, se fosse para o seu bem, deixasse acontecer. Percebi que as melhores coisas que conquistei na vida, era essa Aline que estava no comando! Era ela que acordava de manhã ouvindo música, ia para o trabalho ouvindo música, se apaixonava por coisas simples e se preocupava menos com o que os outros iriam pensar! E aquela Aline acabou mostrando para as outras que todas elas tinham razão de ser e existir dentro de mim, mas que ser ela era a melhor forma de viver!

E então, em nossa sala de estar, entre um café e outro, um biscoito e um pedaço de bolo, decidimos que essa Aline deveria voltar! Se ela está preparada? Ainda não sabemos! Ficou muito tempo afastada, só observando o barco andar. Mas dizem que tem coisas que nunca esquecemos, né? Vamos torcer para que ela goste de assumir o comando novamente!

O primeiro passo foi dado! O passado foi recordado e arquivado! E as novas linhas começaram a nascer, com uma palavra ou outra de antigamente, mas agora, olhando pra frente!

Aline Ribeiro.

Meu sobrenome é Amar

Aline!

Do verbo amar, pronome nós, feminino singular. Do mais puro sentimento de amor, da imensa vontade de voar.

Aquela que sabe exatamente o que quer, sem ter a mínima ideia de onde vai chegar. Que caminha com vontade e determinação, mas que sempre é levada pelo o que diz seu coração!

Muito prazer, estúpido cupido, a quem peço licença para gritar: meu nome é Aline e meu sobrenome é Amar!

Aline Ribeiro.

Lá nas nuvens…

la_na_nuvem

Estar nas nuvens, mesmo que dentro do avião, é como estar em paz, apesar de estar vivendo um turbilhão!

Olho pela janela e vejo uma imensidão de branco, um infinitivo de nada, um azul incomparável, misturado a uma paz que não sei de onde vem. Uma luz que aparece bem no além e uma calma que, inexplicavelmente, me transforma em alguém.

Alguém que quer tentar, que quer vencer, que tem esperança e acredita no amanhã! Que sonha alto, que não desiste, que não se abate, mas que só dentro de mim existe!

Lá na frente o piloto anuncia a chuva que nos impede de pousar. Olho pela janela e vejo o sol que insiste em brilhar! Cenários controversos, tanto quanto meus pensamentos. Vejo céu, vejo terra, vejo mar e infinito. Daqui tudo parece calmo e bonito. Meu pensamento voa e vai além do que posso controlar. Vai a lugares diferentes da realidade que me espera ao aterrissar.

E aí eu paro e penso: pensamentos criam forma!!! Pensamentos são lugares!!! Onde queremos estar? Qual forma queremos tomar? E para onde queremos ir? Só sei que de pensamentos bons, desses sim eu aceito me definir!

Crie sonhos. Alimente-os como uma criança e os faça tomar forma e crescer. Olhe pela janela e veja nuvens. E enxergue no horizonte aquela pessoa que você sempre sonhou ser!

Aline Ribeiro.