Altos e Baixos

pulsar

A vida é feita de altos e baixos.

Para alguns, mais altos, para outros mais baixos, para outros com picos intensos e momentos de mesmice e para outros uma montanha russa infinita. Enfim, cada um com sua vida, cada um com sua cruz, cada um com suas lamentações e alegrias e cada um fazendo, todos os dias, suas escolhas. Porque, por mais que a gente ache que o mundo conspira para que determinada coisa aconteça, tudo não passa de escolhas que fazemos a todo o momento. Sejam elas conscientes ou inconscientes. E até mesmo quando juramos que não tivemos opção de escolha, se olharmos bem no fundo, fatalmente ela estará lá. Escondida entre uma desculpa ou outra, entre uma escapatória ou outra, entre nossos medos de assumir a responsabilidade sobre nossas ações.

A vida é feita de altos e baixos, onde muitas vezes não temos como controlar a subida ou a decida. Mas é de inteira responsabilidade nossa escolher como vamos agir em cada fase desse sobe e desce. É nossa escolha querer ficar mais tempo do que o necessário no alto ou no baixo. Lembrando sempre que, por mais que não queiramos estar embaixo, é nele onde mais aprendemos como nos comportar quando estivermos em cima. A vida é feita desse equilíbrio. É nossa escolha tentar ou não controlar, mesmo que de forma mínima, o quão alto vamos subir, o quão baixo vamos descer e quanto tempo nos permitiremos viver ali no “limbo”, no meio-termo da vida, no neutro, paralisados… até a morte!

Não é fácil! Eu sei! Vai por mim, eu sei bem! Às vezes é até mais difícil do que parecer ser! Nem sempre temos força para escolher, nem sempre as escolhas são as melhores, nem sempre o corpo responde à mente, nem sempre a razão prevalece, nem sempre, nem sempre… Mas se a gente não continuar tentando, será cada dia pior!

Aline Ribeiro

Foi uma bosta, mas deu certo!

“Foi uma bosta, mas deu certo!” é uma categoria do blog que visa mostrar a vida real.
As pessoas tendem a mostrar só a parte boa da vida nas redes sociais, né? Como se nada de ruim acontecesse na nossa vida! E isso só vem, aos poucos, tornando as pessoas ainda mais doentes por acharem suas vidas uma bosta porque na vida alheia está dando tudo certo!
Por isso, aqui vou mostrar que existem várias coisas legais e que dão certo, mas que os dias cinzas existem e notícias e acontecimentos ruins fazem essa parte da vida ser uma bosta! Porém, inverti a ordem colocando o ruim antes do bom, pois quero acreditar que no final a gente sempre deve pesar mais o lado positivo da vida!

Foi uma bosta… 👎💩

Praticamente todas as minhas noites dessa semana. Impressionante como quando a nossa cabeça não está bem, nosso sono é um dos primeiros a serem prejudicados! Dormir um pouco foi um luxo essa semana. O “normal” da semana foi não conseguir relaxar, não conseguir ter uma noite em paz, uma noite inteira sem caraminholas na cabeça. Isso realmente foi  uma bosta. E não ter conseguido dormir direito e ter tido muitos sonhos bizarros foi o martírio dessa semana! E levantar de manhã, vestir minha capa e ir trabalhar com um mínimo de cara de feliz foi minha personagem da semana.🎭

… mas deu certo! 👍🍀

Depois de noites de desesperos tentando comprar ingressos para o show de Sandy & Junior, não consegui comprar! Como não era uma opção financeiramente viável ir para outro estado, eu só tinha mesmo a opção do RJ para ir… e perdi! Depois de algumas tentativas frustradas de compra e histórias bizarras, um milagre aconteceu! Os shows aqui seriam em 02/08 e 03/08 (sexta e sábado). No dia 02/08, como num passe de mágica, recebo uma ligação do meu irmão me avisando que eu iria no show! Uma história longa e engraçada… e ele conseguiu um ingresso para o dia 03/08, no sábado! E lá fui eu! E a melhor parte: o ingresso era para o Camarote e chegando lá… me colocaram na Pista Premium! Eu fiquei muito em êxtase! Eu chorei demais, gritei demais, fiquei muito emocionada de estar ali tão pertinho e vivendo aquele momento! Foi único! E uma ótima oportunidade para saber que não é sempre que as coisas dão erradas… muitas vezes as coisas dão muito certas! E essa foi uma delas! ❤

Até a semana que vem! Tchau!

Aline Ribeiro.

Ainda dá tempo!

tempo

Quando eu era jovem, eu acreditava em príncipe encantado. Sem vergonha de admitir. Acreditava mesmo e ponto final. Eu era muito sonhadora. Daquelas que amavam filmes de romance, choravam com as histórias de amor e torciam pela mocinha e pelo mocinho. Eu era romântica. Eu acreditava em contos de fada. Mesmo! Eu tinha plena convicção de que, embora a vida fosse real, viver uma “real história de princesa” era totalmente possível. Sonhava em me casar linda, toda de branca, com uma linda cerimônia, com tudo que tem direito, igual princesa mesmo!

Mas o tempo passa! E a gente aprende tanta coisa com o tempo. Nosso amado professor tempo. Professor na escola da vida. A gente aprende com as coisas boas e com as coisas ruins. E, embora algumas pessoas insistam em não querer aprender, o tempo ensina. É tipo como numa escola de verdade: se você não assimilar a lição e não tirar nota boa, você fica reprovado e tem que fazer tudo de novo. E quem já ficou reprovado ou de recuperação sabe: a segunda vez é sempre mais chata, mais cansativa, mais dolorosa. E se tiver terceira, quarta, quinta, fica cada vez mais insuportável de recuperar.

Mas se recupera! O tempo sempre ensina!

E nesse tempo de muitas lições ensinadas e aprendidas, eu descobri que o mundo não era assim tão cor de rosa quanto eu imaginava. A gente aprende que rasteiras existem, que o lado cinza não é mostrado nos filmes, que as pessoas podem (e são!) bem cruéis quando querem ser e que muitos príncipes não merecem ser chamados nem de sapo!

No mundo real, as pessoas parecem falar o que querem. Parece não existir um filtro entre o cérebro e a boca: pensou, falou! E isso machuca! Isso coloca “em cheque” certezas que já temos em nossas vidas. Isso nos faz pensar se estamos certos ou errados em coisas que antes eram normalmente aceitáveis dentro de nós. Coloca-nos a pensar em situações hipotéticas, irreais, surreais.

Eu descobri que nem sempre acontecem as coisas que a gente quer e nem na hora que a gente quer. E que isso vai acontecer muito mais frequente do que a gente imagina. Que a vida muitas vezes vai ser leve e tranquila, mas é para amenizar os turbilhões que vivemos. Eu entendi que, diferente dos contos de fadas, os “vilões” não têm um esteriótipo muito fácil de decifrar. Mas que não ficam muito longe do que vimos: muitos se fazem de amigos, mas com palavras encapsuladas de maldade e facas – que vão ferir nosso coração como uma punhalada no momento crucial do filme.

Mas quer saber? Eu não me importo! Talvez eu não seja aquela Aline do passado. Mas eu não acho que passei da idade para absolutamente nada na vida, inclusive para amar. Afinal, não existe idade limite para amar! Meu limite para amar é simplesmente ilimitado! Eu ainda sou romântica, eu ainda mantenho sonhos e ainda acredito no final feliz! Só que agora com uma maturidade que me faz entender que um corpo ou rosto bonitos não são tão charmosos quanto um ar de inteligência e que o “felizes para sempre” tem mais ligação com querer bem ao outro do que efetivamente com aquela coisa do “morrer de amor sem ar”.

Ainda dá tempo de tudo. É só a gente realmente querer!

Aline Ribeiro.

Na dúvida, fique calado!

8e518891-dc05-4edb-a3c8-39e26776fec3Tenho 36 anos, não sou casada e nunca fui. Tenho 36 anos, não tenho filhos e nunca engravidei. Tenho 36 anos e não comprei um carro ou uma casa ou um cachorro. E, aparentemente, isso é um crime para a tradicional família brasileira!

Tenho uma profissão, gosto dela, já alcancei altos voos no ramo que escolhi, sou formada e pós graduada, sei falar bem Inglês e Espanhol, já viajei bastante e espero nunca parar. Mas… tenho 36 anos e até hoje não formei a minha “família perfeita”. E por esse motivo, para a sociedade, sou um ET vagando pela Terra!

Semana passada, passei pela seguinte situação (pela milésima vez na vida!):
“Você já tem filhos também?”
Não! Não tenho!
“Ah! Sério? Mas você não quer ter filhos?”
Vamos deixar que o tempo responda isso, né?
“Ahhh mas já tem idade pra ter, né?”
[… e continuou]

Aí eu faço a seguinte pergunta ao universo: qual o objetivo dessa conversa? Qual o objetivo dessa pessoa? Era alguém que nunca tinha me visto na vida. Que não sabe absolutamente nada da minha história. E pior, que vai continuar sem saber! Mas se acha no direito de fazer esse tipo de pergunta e, de alguma forma, se meter na vida alheia.

As pessoas deveriam se colocar mais no lugar do outro. Você sabe o motivo do outro não ter filhos com aquela idade? Sabe se a pessoa optou por não tê-los ou se a pessoa não pode tê-los por alguma questão fisiológica ou se a pessoa não os tem porque não encontrou ninguém para formar essa família ou sei lá o quê?

Por que existem tantas pessoas sem empatia no mundo? Eu até acredito que alguns não façam por mal e que essas perguntas surjam por pura falta de noção mesmo. Mas aí a pessoa questionada começa a te responder um tanto incomodada, o que você faz? Você para! Você percebe! Você não continua o diálogo para não expor ainda mais o outro!

E vou ainda mais além: você não sabe o que esse tipo de pergunta pode desencadear naquela pessoa. E se ter filhos, se casar, formar uma família, for o que aquela pessoa mais quer na vida e simplesmente não consegue? E aí? Imagina em que ferida você está tocando! Imagina que “rombo” você vai abrir! Imagina tudo o que você pode estar desenterrando e que vai fazer super mal a quem está sendo questionado! Só imagine o estrago que você pode estar fazendo! Na dúvida, não faça! Fique calado!

O mundo continuaria não sendo perfeito, mas seria muito melhor se a gente pudesse contar com o bom senso das pessoas e o “se colocar no lugar do outro”.

Tenho 36 anos, gostaria de ter me casado, mas não casei. Tenho 36 anos, gostaria de ter sido mãe, mas não fui. Tenho 36 anos, gostaria de ter casa, carro e cachorro, mas não são minhas prioridades no momento. Tenho 36 anos, mas, que eu saiba, ainda não estou morta e a vida não acaba daqui a alguns dias…

Deixem as pessoas viverem em paz! Não sejam responsáveis pela queda dos outros! Não desencadeiem depressões e similares em pessoas que só estão vivendo, independente se nas regras da família tradicional ou não!

Aline Ribeiro.

Lá nas nuvens…

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Estar nas nuvens, mesmo que dentro do avião, é como estar em paz, apesar de estar vivendo um turbilhão!

Olho pela janela e vejo uma imensidão de branco, um infinitivo de nada, um azul incomparável, misturado a uma paz que não sei de onde vem. Uma luz que aparece bem no além e uma calma que, inexplicavelmente, me transforma em alguém.

Alguém que quer tentar, que quer vencer, que tem esperança e acredita no amanhã! Que sonha alto, que não desiste, que não se abate, mas que só dentro de mim existe!

Lá na frente o piloto anuncia a chuva que nos impede de pousar. Olho pela janela e vejo o sol que insiste em brilhar! Cenários controversos, tanto quanto meus pensamentos. Vejo céu, vejo terra, vejo mar e infinito. Daqui tudo parece calmo e bonito. Meu pensamento voa e vai além do que posso controlar. Vai a lugares diferentes da realidade que me espera ao aterrissar.

E aí eu paro e penso: pensamentos criam forma!!! Pensamentos são lugares!!! Onde queremos estar? Qual forma queremos tomar? E para onde queremos ir? Só sei que de pensamentos bons, desses sim eu aceito me definir!

Crie sonhos. Alimente-os como uma criança e os faça tomar forma e crescer. Olhe pela janela e veja nuvens. E enxergue no horizonte aquela pessoa que você sempre sonhou ser!

Aline Ribeiro.

Nossas vontades

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Às vezes a gente se sente assim: nem lá nem cá, meio assim assado, meio sem saber de nada. Uma vontade louca de não sei o que. Um dia para fazer qualquer coisa. Uma vida para dizer que valeu a pena! Abrir o armário e jogar a mala aberta na cama, sem muito critério enchê-la de roupas e sair pela porta para não sei onde e não sei com quem! Quem nunca quis surtar dessa maneira? Ou seria: quem nunca quis viver dessa maneira? Ou seria: viver surtada? Nessa loucura sem rumo, com rumo à felicidade acompanhada?

Acompanhada de sonhos, acompanhada de ideias, com rascunhos mentais e lembretes sem regras. Uma vida sem medos, sem vergonhas e com liberdade. Viver por viver, sorrir sem motivo e se preocupar somente com o próximo destino à felicidade. Descobrir novos mundos ao redor do mundo e dentro de você! Conhecer novas pessoas, em novas culturas e sem perceber!

Decidir sem certeza, arriscar sem razão, viajar de olhos abertos e ouvir única e exclusivamente o seu coração. Descobrir que é capaz de coisas nunca imagináveis, descobrir que não é tão forte quanto pensava, se importar sem se importar demais e seguir a vida nessa imensidão de aprendizados que só nos damos conta quando enfiamos a cara… a cabeça, os braços, as pernas, o corpo, a mente, o coração… Largar tudo, sem largar. Deixar tudo sem deixar. Ir embora sem partir. A gente é assim, essa mistura sem fim entre saber o que quer e não saber, querer e não querer, arriscar sem arriscar e sonhar sem nunca tentar!

Aline Ribeiro.

Tem dias que…

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Tem dias que o que a gente mais queria era ter um buraco para se enfiar. Um buraco escondido, escuro e silencioso, onde a gente tivesse a certeza de estar protegido de tudo e de todos. Onde ninguém no mundo pudesse nos achar. Onde nossa única companhia seria os nossos pensamentos.

Tem dias que a gente acorda com vontade de continuar dormindo. Que a gente levanta com vontade de continuar deitado. Que a gente caminha com vontade de estar paralisado. São dias difíceis, onde a gente faz tudo o que não queria estar fazendo, fala tudo que não queria estar falando e vive tudo o que a gente não queria estar vivendo.

Tem dias que a vontade de gritar é tanta que a sensação é que se a gente não gritar, vamos explodir de dentro pra fora. Sensação de que se a gente não gritar, ninguém vai nos enxergar e perceber que está ficando insuportável. Sensação de que tem muita energia e angústia que precisam ser expressadas mas que a gente não sabe o que e nem como fazer!

Tem dias que a gente só queria que não fossem dias e sim noites. Porque a gente já abre o olho com vontade de que o dia acabe logo! É a vontade de que tudo passe num instante e que chegue logo o dia seguinte, na esperança de que o dia seguinte seja melhor. É a vontade de voltar a ter esperança de que realmente vai existir o tal do dia melhor.

Tem dias que poderiam não existir, mas eles existem! E o maior desafio da vida é descobrir o por quê deles existirem de forma tão torta aos nossos olhos. O por quê deles parecerem tão cinzas e nebulosos. O por quê de estarmos tão vulneráveis a não querer que eles existam de verdade e tentarmos bular a ordem natural das coisas que é viver.

Tem dias que tudo parece pergunta. E todas as perguntas não possuem respostas. E quando possuem respostas, não atendem ao que queremos. E quando atendem ao que queremos, não queremos mais aquilo. Tem dias que a vida está de pernas pro ar, numa bagunça sem fim, sem vontade de se arrumar. Mas pode apostar que são nesses dias, nos mais bagunçados, nos mais desengonçados, que a gente descobre que foi onde a gente mais aprendeu sobre como passar os dias quando eles mesmos não querem passar.

Aline Ribeiro.