Não seja o seu próprio inimigo!

Já parou para avaliar o quanto você afasta as pessoas à sua volta? Já parou para avaliar o quanto você julga o outro e não olha para o seu próprio umbigo? Já parou para avaliar o quanto se achar sempre na razão, só está te levando para um buraco escuro e solitário?

Uma briga aqui. Um desentendimento ali. Uma chateação a mais no dia. Um disse-me-disse sem sentido. Um sentimento guardado sem razão de ser. Pensamentos aleatórios de coisas que nem realmente estão acontecendo. Uma certeza de que algo está errado, enquanto o mundo está somente andando e você pirando.

Tudo é motivo para argumentar. Tudo é motivo para se irritar. Tudo é motivo para achar o outro errado. Tudo é motivo para, mesmo que involuntariamente, levar para longe tudo e todos! O outro sempre está errado. Você sempre está certa. E mesmo quando você sabe que está errada, no esquema da autossabotagem, inventa um motivo bobo para “colocar a culpa” no outro e passar a ser a certa.

E onde isso tudo está te levando? Para o abismo! Sozinha! Sem ninguém! Porque todos sempre têm um “problema”. Todos sempre são chatos. Todos sempre te incomodam com alguma coisa, mesmo que ínfima, mas que você torna enorme e pesada.

Talvez se colocar no lugar do outro ajudasse. Ajudasse a entender os motivos, as desculpas, os argumentos. Mas para que se colocar no lugar se você pode continuar se achando certa e se mantendo no “seu pedestal”?

Repense! Isso não é saudável!

A vida é curta. A vida passa e muitas vezes nem percebemos as coisas que andam acontecendo, de tão rápidas que elas estão se mostrando. A vida não perdoa se você ficar “dormindo no ponto”. Guarde menos rancor. Se preocupe com coisas mais sérias. Fique chateada pelo o que realmente importa. Brigue com quem mereça todo esse seu esforço. Pare de falar com quem não está te agregando nada. Não vire as costas para pessoas que estão simplesmente felizes enquanto você cria histórias na sua cabeça. Não despeje em ninguém suas amarguras diárias sem a mínima necessidade. Não seja a erva daninha que as pessoas, aos poucos, vão querendo ver longe.

Por fim, não faça tempestade onde o sol quer nascer! A vida é muito melhor quando se tem pessoas por perto. Quando se está sempre sozinha, a gente vira a própria tempestade e afasta até a vontade do sol de querer se manisfestar na gente! Não seja aquilo que você mesma critica em todo mundo. Todos estão vendo. Só você que insiste em se manter de olho fechado e ignorando os sinais da vida. Não faça tempestade onde o sol quer nascer! Busque ser o sol! Você vai aprender a ser mais feliz!

Aline Ribeiro.

Ainda dá tempo!

tempo

Quando eu era jovem, eu acreditava em príncipe encantado. Sem vergonha de admitir. Acreditava mesmo e ponto final. Eu era muito sonhadora. Daquelas que amavam filmes de romance, choravam com as histórias de amor e torciam pela mocinha e pelo mocinho. Eu era romântica. Eu acreditava em contos de fada. Mesmo! Eu tinha plena convicção de que, embora a vida fosse real, viver uma “real história de princesa” era totalmente possível. Sonhava em me casar linda, toda de branca, com uma linda cerimônia, com tudo que tem direito, igual princesa mesmo!

Mas o tempo passa! E a gente aprende tanta coisa com o tempo. Nosso amado professor tempo. Professor na escola da vida. A gente aprende com as coisas boas e com as coisas ruins. E, embora algumas pessoas insistam em não querer aprender, o tempo ensina. É tipo como numa escola de verdade: se você não assimilar a lição e não tirar nota boa, você fica reprovado e tem que fazer tudo de novo. E quem já ficou reprovado ou de recuperação sabe: a segunda vez é sempre mais chata, mais cansativa, mais dolorosa. E se tiver terceira, quarta, quinta, fica cada vez mais insuportável de recuperar.

Mas se recupera! O tempo sempre ensina!

E nesse tempo de muitas lições ensinadas e aprendidas, eu descobri que o mundo não era assim tão cor de rosa quanto eu imaginava. A gente aprende que rasteiras existem, que o lado cinza não é mostrado nos filmes, que as pessoas podem (e são!) bem cruéis quando querem ser e que muitos príncipes não merecem ser chamados nem de sapo!

No mundo real, as pessoas parecem falar o que querem. Parece não existir um filtro entre o cérebro e a boca: pensou, falou! E isso machuca! Isso coloca “em cheque” certezas que já temos em nossas vidas. Isso nos faz pensar se estamos certos ou errados em coisas que antes eram normalmente aceitáveis dentro de nós. Coloca-nos a pensar em situações hipotéticas, irreais, surreais.

Eu descobri que nem sempre acontecem as coisas que a gente quer e nem na hora que a gente quer. E que isso vai acontecer muito mais frequente do que a gente imagina. Que a vida muitas vezes vai ser leve e tranquila, mas é para amenizar os turbilhões que vivemos. Eu entendi que, diferente dos contos de fadas, os “vilões” não têm um esteriótipo muito fácil de decifrar. Mas que não ficam muito longe do que vimos: muitos se fazem de amigos, mas com palavras encapsuladas de maldade e facas – que vão ferir nosso coração como uma punhalada no momento crucial do filme.

Mas quer saber? Eu não me importo! Talvez eu não seja aquela Aline do passado. Mas eu não acho que passei da idade para absolutamente nada na vida, inclusive para amar. Afinal, não existe idade limite para amar! Meu limite para amar é simplesmente ilimitado! Eu ainda sou romântica, eu ainda mantenho sonhos e ainda acredito no final feliz! Só que agora com uma maturidade que me faz entender que um corpo ou rosto bonitos não são tão charmosos quanto um ar de inteligência e que o “felizes para sempre” tem mais ligação com querer bem ao outro do que efetivamente com aquela coisa do “morrer de amor sem ar”.

Ainda dá tempo de tudo. É só a gente realmente querer!

Aline Ribeiro.

Na dúvida, fique calado!

8e518891-dc05-4edb-a3c8-39e26776fec3Tenho 36 anos, não sou casada e nunca fui. Tenho 36 anos, não tenho filhos e nunca engravidei. Tenho 36 anos e não comprei um carro ou uma casa ou um cachorro. E, aparentemente, isso é um crime para a tradicional família brasileira!

Tenho uma profissão, gosto dela, já alcancei altos voos no ramo que escolhi, sou formada e pós graduada, sei falar bem Inglês e Espanhol, já viajei bastante e espero nunca parar. Mas… tenho 36 anos e até hoje não formei a minha “família perfeita”. E por esse motivo, para a sociedade, sou um ET vagando pela Terra!

Semana passada, passei pela seguinte situação (pela milésima vez na vida!):
“Você já tem filhos também?”
Não! Não tenho!
“Ah! Sério? Mas você não quer ter filhos?”
Vamos deixar que o tempo responda isso, né?
“Ahhh mas já tem idade pra ter, né?”
[… e continuou]

Aí eu faço a seguinte pergunta ao universo: qual o objetivo dessa conversa? Qual o objetivo dessa pessoa? Era alguém que nunca tinha me visto na vida. Que não sabe absolutamente nada da minha história. E pior, que vai continuar sem saber! Mas se acha no direito de fazer esse tipo de pergunta e, de alguma forma, se meter na vida alheia.

As pessoas deveriam se colocar mais no lugar do outro. Você sabe o motivo do outro não ter filhos com aquela idade? Sabe se a pessoa optou por não tê-los ou se a pessoa não pode tê-los por alguma questão fisiológica ou se a pessoa não os tem porque não encontrou ninguém para formar essa família ou sei lá o quê?

Por que existem tantas pessoas sem empatia no mundo? Eu até acredito que alguns não façam por mal e que essas perguntas surjam por pura falta de noção mesmo. Mas aí a pessoa questionada começa a te responder um tanto incomodada, o que você faz? Você para! Você percebe! Você não continua o diálogo para não expor ainda mais o outro!

E vou ainda mais além: você não sabe o que esse tipo de pergunta pode desencadear naquela pessoa. E se ter filhos, se casar, formar uma família, for o que aquela pessoa mais quer na vida e simplesmente não consegue? E aí? Imagina em que ferida você está tocando! Imagina que “rombo” você vai abrir! Imagina tudo o que você pode estar desenterrando e que vai fazer super mal a quem está sendo questionado! Só imagine o estrago que você pode estar fazendo! Na dúvida, não faça! Fique calado!

O mundo continuaria não sendo perfeito, mas seria muito melhor se a gente pudesse contar com o bom senso das pessoas e o “se colocar no lugar do outro”.

Tenho 36 anos, gostaria de ter me casado, mas não casei. Tenho 36 anos, gostaria de ter sido mãe, mas não fui. Tenho 36 anos, gostaria de ter casa, carro e cachorro, mas não são minhas prioridades no momento. Tenho 36 anos, mas, que eu saiba, ainda não estou morta e a vida não acaba daqui a alguns dias…

Deixem as pessoas viverem em paz! Não sejam responsáveis pela queda dos outros! Não desencadeiem depressões e similares em pessoas que só estão vivendo, independente se nas regras da família tradicional ou não!

Aline Ribeiro.

Nossas vontades

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Às vezes a gente se sente assim: nem lá nem cá, meio assim assado, meio sem saber de nada. Uma vontade louca de não sei o que. Um dia para fazer qualquer coisa. Uma vida para dizer que valeu a pena! Abrir o armário e jogar a mala aberta na cama, sem muito critério enchê-la de roupas e sair pela porta para não sei onde e não sei com quem! Quem nunca quis surtar dessa maneira? Ou seria: quem nunca quis viver dessa maneira? Ou seria: viver surtada? Nessa loucura sem rumo, com rumo à felicidade acompanhada?

Acompanhada de sonhos, acompanhada de ideias, com rascunhos mentais e lembretes sem regras. Uma vida sem medos, sem vergonhas e com liberdade. Viver por viver, sorrir sem motivo e se preocupar somente com o próximo destino à felicidade. Descobrir novos mundos ao redor do mundo e dentro de você! Conhecer novas pessoas, em novas culturas e sem perceber!

Decidir sem certeza, arriscar sem razão, viajar de olhos abertos e ouvir única e exclusivamente o seu coração. Descobrir que é capaz de coisas nunca imagináveis, descobrir que não é tão forte quanto pensava, se importar sem se importar demais e seguir a vida nessa imensidão de aprendizados que só nos damos conta quando enfiamos a cara… a cabeça, os braços, as pernas, o corpo, a mente, o coração… Largar tudo, sem largar. Deixar tudo sem deixar. Ir embora sem partir. A gente é assim, essa mistura sem fim entre saber o que quer e não saber, querer e não querer, arriscar sem arriscar e sonhar sem nunca tentar!

Aline Ribeiro.

Por que falar é tão difícil?

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Vocês já tentaram falar o que está engasgado na garganta de vocês e simplesmente não sai nada? Você sente que conversar poderia te aliviar, milhares de coisas rodeiam sua mente, você ensaia como falar milhares de vezes, mas a verdade é que aquilo fica ali preso na sua mente, angustiando o seu coração e somente o seu “eu interior” fica sabendo… porque a única pessoa com quem você consegue conversar de verdade é com você mesmo!

Já tentaram abrir o coração para alguém? Falar dos seus sentimentos, dos seus medos, das suas vontades, das suas alegrias, das suas derrotas? Nossa! Como isso é difícil! Como é difícil deixar que alguém saiba o que se passa dentro de nós, o que nós desejamos ou deixamos de desejar, o que gostamos ou deixamos de gostar.

Muitas vezes deixamos passar oportunidades preciosas pelo fato de não conseguirmos expor nossas vontades, nossas ideias, nossos sentimentos. Não falamos, não conversamos, não nos abrimos. Não permitimos que outras pessoas tentem nos ajudar. Não nos permitimos tentar, pelo simples medo de errar. Pelo medo de se expor. Pelo medo do julgamento, do sigilo, da desconfiança. Pelo medo!

O medo! Sempre ele! Sempre nos paralisando e nos prendendo a algo que não nos faz bem. O medo algumas vezes nos torna pessoas mais cautelosas, mais pensativas e, talvez, mais prudentes. Entretanto, na maioria das vezes, sua passagem é maléfica, pois nos tira a coragem, nos impede de andar, trava a nossa vida e nos faz perder momentos que podem não mais voltar.

palavras

Falar é muito importante! É importante que a gente consiga se expressar, que a gente consiga conversar, que as pessoas à nossa volta entendam o que está se passando para que as coisas possam melhorar. Mas só quem tem esse bloqueio vai me entender: saber disso tudo não muda em nada o medo de falar! Angustia ter tudo dentro da gente, mas, muitas vezes, angustia muito mais o fato de saber que mais alguém vai ter acesso àquele pensamento ou outro, àquela vontade ou outra. Angustia não ter com quem conversar, mas angustia muito mais pensar no que vão pensar se você contar tal coisa, se você desabafar tal história ou se você confidenciar tal segredo.

Falar é muito importante! Mas e o medo de falar e estragar alguma coisa? E o medo de falar e alguém te julgar? E o medo de falar e aquilo “sair dali”? E o medo? O que fazer com ele? Onde colocar esse maldito que insiste em povoar nosso ser? Que vez ou outra nos consome, nos corrói, nos controla?

“Mas você não pode deixar que esse medo te domine!” – dizem.

E eu concordo plenamente! Em número, gênero e grau! Não podemos! Não devemos! E não vamos! Somos fortes o suficiente para lidar com isso… Até que algo aconteça, que você fique angustiada, que você não veja saída. Que você converse com seus “botões” dia e noite, que ensaie milhões de formas de falar e que na hora H não saia uma palavra da sua boca e a única coisa que você consiga fazer é chorar!

É complicadíssimo! Muito mais complicado do que qualquer um possa imaginar! Falar por falar é uma coisa fácil: só abrir a boca e deixar as palavras saírem! Até você se dar conta de que suas palavras fazem eco, têm peso, podem causar confusão, gerar consequências… e é aí que começa o ciclo do medo de falar. Da trava interna que não deixa as palavras saírem, mesmo que sua boca esteja escancarada. É quando você entende que falar requer, antes de tudo, pensar no que se vai emitir. E quando a gente começa a pensar demais… o falar se torna de menos. Até que tudo se esgota, se esvai e não sobra uma palavra a ser falada.

Não parece mas, muitas vezes, falar requer uma coragem sobrenatural. Requer um esforço sobre humano. Requer sensatez e equilíbrio. Saber se colocar, saber como falar, como não machucar a si e ao próximo. Falar tem se tornado, na minha vida, uma das atividades mais difíceis e que mais requer do meu emocional. A minha sorte é que eu tenho perto de mim pessoas muito boas que me dão segurança para falar a coisa certa, na hora certa ou simplesmente não falar, se essa for a minha vontade. A minha sorte é que eu posso contar com a minha fé que me ajuda a me entender e me dá forças espirituais para continuar e para ter um resquício de lucidez que me faz enxergar quando realmente vale a pena falar! E eu falo! E eu converso. E eu choro! Porque chorar é a forma da minha alma falar… e quando eu não consigo falar por mim, eu deixo que ela se expresse assim…

Para uns isso tudo vai parecer loucura e para outros vai soar como uma identificação.

Para vocês que acharam loucura, eu só peço que tenham empatia! Só isso! Se coloquem no lugar e tentem entender que as pessoas são diferentes e o que é fácil para você, pode não ser para o outro! E ajudem! Se não é você quem está sentindo, não tente adivinhar o que se passa e não tente julgar… só tente ajudar!

E para vocês que se identificaram, eu dou o meu braço e o meu abraço. Eu sei o que vocês sentem e sei o quanto isso é horrível e angustiante. Procurar ajuda nos parece a coisa mais sensata a se fazer, entretanto a mais difícil de executar. E aqui eu compartilho uma lição de extrema importância: por mais doloroso que seja internamente, se sobrar um mínimo resquício de lucidez que te faça enxergar que vale a pena falar, FALE! Se esprema, mas fale! Arranque de dentro de você! Falar realmente é muito importante! Muito do que vivemos hoje seria evitado se as pessoas se comunicassem melhor, se as pessoas não tivessem medo de falar e se as que não têm medo, parassem para pensar um pouco mais antes de falar. Falem! Mesmo com medo, falem! Vale muito mais a pena tentar do que não tentar! Arriscar do que não arriscar! Não deixem passar oportunidades por medo de falar o que sentem, não percam quem vocês amam por medo de falar o que sentem, não afastem as pessoas que vocês gostam por medo de falar o que sentem, não deixem a vida passar por medo de falar o que sentem. Eu sei que é difícil, mas a vida merece ouvir o nosso lado da história! E depois de tudo, chorem… chorem bastante! Deixem a alma se expressar um pouquinho e lavar o que já não nos serve mais…

Aline Ribeiro.

Assim como nos contos de fadas!

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Quando jovens, tínhamos a tendência de ser sonhadores, acreditar em príncipes e princesas encantadas. Amávamos filmes de romance, chorávamos com histórias de amor, torcíamos pela mocinha e pelo mocinho. Enfim, éramos românticos. Acreditávamos, de alguma forma, em contos de fadas. Com aquela pitada de “sou realista”, mas acreditando sempre que a história de princesa poderia realmente ser possível.

E com o passar do tempo, a gente foi aprendendo tanta coisa que acredito que o tempo poderia facilmente ser chamado de professor. Professor na escola da vida. E a gente foi aprendendo com as coisas boas e com as ruins também. E embora algumas pessoas ainda insistam em não querer aprender, o tempo ensina. Ensina que o mundo não é assim tão cor-de-rosa quanto imaginávamos, que o conto de fadas nem sempre é de fadas, que os príncipes nem sempre são príncipes, que o tal cavalo branco não existe de verdade e que beijar sapos vai fazer mais parte da nossa vida quanto a gente gostaria.

Mas e daí? E se a gente descobrir que gosta mesmo é do sapo? Que o mundo cor-de-rosa nem nos atrai tanto assim e que algo mais colorido ou mais clean fala melhor com o nosso interior? E se ao invés do cavalo branco, a gente descobrir que gosta mesmo é do jegue e que, mesmo que o bichinho venha muito devagar, é ele que estamos esperando mesmo, trazendo quem ele quiser e achar melhor pra gente?

A verdade é que idealizamos muitas coisas quando somos jovens e jogamos a expectativa lá em cima. E quando crescemos, descobrimos que a coisa anda bem diferente, num ritmo bem mais intenso ou às vezes bem mais lento. E a vida começa a “jogar” em cima da gente muita responsabilidade e culpa por termos idealizado tanto, sonhado tanto, querido tanto…

Mas e daí? Podemos continuar querendo! De outra forma, mas podemos! Podemos tudo! Porque é a NOSSA VIDA! E nela, quem manda somos nós! Podemos amar em qualquer idade, de qualquer jeito, com ou sem príncipes e princesas. Manter isso vivo é manter um resquício daquele jovem sonhador lá do início do texto, que nunca deixou de morar dentro de nós. E quer saber? Esse é o melhor resquício que podemos guardar de nós mesmos! Sejamos românticos, mantenhamos nossos sonhos e acreditemos no final feliz! A maturidade vem para nos fazer entender que a inteligência é o maior dos charmes, que o querer bem e o tratar bem ao outro é o tal do romantismo à moda antiga, e que o final feliz é aquilo que te faz tão bem que mais ninguém consegue entender o que só você consegue sentir.

Só conseguimos encontrar o par perfeito quando entendemos que perfeito tem um outro significado. A pessoa perfeita tem que simplesmente – e só isso mesmo – nos fazer feliz! Perfeito é saber que temos alguém para contar! E que essa pessoa ainda nos causa calafrios, acelera nosso coração e nos deixa de sorriso frouxo só por ouvir uma canção. Um amor pra vida toda não vem prontinho, ele é moldado todos os dias e o que o sustenta é o sentimento mútuo de que aquela tal perfeição é sinônimo de dedicação e admiração.

E lá no fundo, no fundo mesmo, naquele fundo que só a gente consegue alcançar, ainda guardamos a esperança do amor pra vida toda. O tempo passa, algumas vezes o coração congela, a gente se basta e aprende a ser a nossa melhor companhia. E aí, de repente, o coração volta a bater mais forte, volta a dar sinal de vida e entendemos que isso faz parte do nosso aprendizado. Continuamos com a tal da pitada “sou realista”, mas descobrimos, enfim, que o tal do príncipe ou da princesa existe mesmo e aqui , no mundo real, eles são ainda melhores. Sabe por quê? Aqui eles nos fazem feliz de verdade! E quer melhor “final de filme” do que esse? Que possamos ser os protagonistas – felizes – da nossa história de vida!

Aline Ribeiro.

De cara lavada…

Sempre amei escrever. Era daquelas crianças que amava ter redação em qualquer coisa da escola. Sempre fui daquelas adolescentes que amava escrever cartas quilométricas ou escrever em agendas e diários. Quando comecei a procurar emprego, adorava quando me pediam para escrever uma redação. E sempre guardava o que eu tinha escrito (na medida do possível), e quando chegava em casa, eu escrevia tudo de novo num papel para poder ter guardado e para mostrar para minha mãe. Ou seja, sempre fui a louca da escrita! Não sei porque eu nunca me dei conta que eu deveria usar isso para ser minha profissão de alguma forma. Escrever sempre me fez bem, sempre me fez sentir viva. Sempre tive a impressão de que o papel me entendia melhor do que ninguém.

Mas a verdade é que segui um caminho totalmente oposto à escrita e a única coisa que escrevo atualmente no meu trabalho são relatórios – que estão longe (muito longe!) de ser a escrita que eu sempre gostei, que eu sempre sonhei! E foi por isso que há 8 anos eu resolvi criar um blog. Ainda não tinha muita ideia de como seria ou no que daria, mas tinha certeza de que ali seria um cantinho especial, pois eu conseguiria ser a Aline que morava dentro de mim e que sempre quis “ter voz”.

E ali realmente fui muito feliz. Conheci pessoas sensacionais que levo até hoje na minha vida. Tive contato com muitas outras que nunca vi pessoalmente, mas que fizeram parte da minha vida por um tempo, que me mandavam palavras que mudavam meus dias. E o melhor de tudo, ali eu fui capaz de, com as minhas palavras, mudar o dia, a cabeça e a vida delas também. E saber disso, me fazia a pessoa mais realizada!

Só que a vida às vezes toma um rumo diferente, segue um caminho que a gente não tinha planejado e nos dá umas rasteiras que muitas vezes fica difícil de levantar. E numa dessas eu larguei o blog. Eu simplesmente não conseguia mais escrever. Eu não tinha ânimo nem para começar. Por diversas vezes me peguei sentada na frente do computador sem conseguir ao menos colocar no papel as milhares de coisas que se passavam na minha cabeça. E esse foi o fim daquele lugar tão amado por mim (e por muitas pessoas que me mandavam mensagem pedindo para eu voltar).

E o tempo passou. E como tudo na vida, as coisas foram se ajustando. E a minha vontade de escrever se mantinha lá firme e forte. A vontade nunca morreu… o que havia morrido era a minha inspiração – se é possível dizer que inspiração morre alguma vez. E foi então que em 2016 eu criei o Dedilhando. Criei com a ideia de ser um lugar novo, um lugar sem rastro, um lugar sem passado, somente com a mesma escritora, de coração aberto e transbordando de vontade de escrever. Entretanto, criei, mas novamente não conseguia escrever.

eco

Um ano se passou e o blog ficou parado. Vários ensaios para “inaugurá-lo”, querendo fazer dele um lugar diferente! E nada dava certo. Nenhuma tentativa era boa, todas em vão. E aí veio 2017 – um ano que foi muito importante pra eu me dar conta de que as coisas só acontecem mesmo na nossa vida quando a gente realmente decide que elas precisam acontecer. E no final de 2017 eu decidi que eu precisava disso, eu precisava escrever, eu precisava voltar a ter a mesma satisfação de antes em colocar no papel o que eu estava sentindo. E aí comecei a dar uma cara, comecei a pensar no formato… e no início de 2018 eu resolvi tirá-lo da minha cabeça e trazê-lo à vida.

A ideia era ser um blog com textos não muito longos, sem parecer um diário onde houvesse desabafos, alegrias ou qualquer outra coisa que parecesse informal. A ideia era colocar minhas inspirações num tom mais “sério” do que um simples “blog da Internet”, contando “causos”. E nessa eu publiquei os dois primeiros posts e nasceram outros tantos que estão no rascunho.

Só que ainda estava olhando pra ele e não conseguia senti-lo meu! Até que hoje, sentada na frente do computador e lendo alguns textos do blog antigo, eu me dei conta de que não adianta tentar mudar para ser o que eu não sou! Eu sou assim de escrever o que me vem na cabeça, de fazer meus desabafos, de escrever meus textos misturados onde ninguém tem certeza se eu estou falando de mim ou se eu estou falando de um tema ou pessoa genérica. E foi aí que eu me dei conta de que é disso que eu gosto: de sentar aqui e fazer o que eu estou fazendo agora. Esse post já está enorme, mas provavelmente ele tem muito da minha alma, sem tirar nem por! E era disso que eu sentia falta. Era disso que eu estava precisando. É isso que eu amo fazer e eu não posso fugir mais.

É assim que nasce o Dedilhando – de novo! É assim que eu apresento ao mundo o lugar onde eu me sinto em casa; o lugar onde eu sou eu; o lugar onde vocês nunca vão saber se realmente sou eu; o lugar onde a minha alma se expõe de cara lavada, sem nem ao menos mostrar a cara; o lugar onde eu espero que vocês se encontrem e amem assim como sempre foi.

Espero dedilhar minhas palavras aqui para que elas ecoem na alma de vocês e façam vibrar nas ondas de nossos pensamentos.

Sejam muito bem vindos à minha casa. Sejam muito bem vindos ao Dedilhando.

Aline Ribeiro.