Foi uma bosta, mas deu certo!

“Foi uma bosta, mas deu certo!” é uma categoria do blog que visa mostrar a vida real.
As pessoas tendem a mostrar só a parte boa da vida nas redes sociais, né? Como se nada de ruim acontecesse na nossa vida! E isso só vem, aos poucos, tornando as pessoas ainda mais doentes por acharem suas vidas uma bosta porque na vida alheia está dando tudo certo!
Por isso, aqui vou mostrar que existem várias coisas legais e que dão certo, mas que os dias cinzas existem e notícias e acontecimentos ruins fazem essa parte da vida ser uma bosta! Porém, inverti a ordem colocando o ruim antes do bom, pois quero acreditar que no final a gente sempre deve pesar mais o lado positivo da vida!

Foi uma bosta… 👎💩

Praticamente todas as minhas noites dessa semana. Impressionante como quando a nossa cabeça não está bem, nosso sono é um dos primeiros a serem prejudicados! Dormir um pouco foi um luxo essa semana. O “normal” da semana foi não conseguir relaxar, não conseguir ter uma noite em paz, uma noite inteira sem caraminholas na cabeça. Isso realmente foi  uma bosta. E não ter conseguido dormir direito e ter tido muitos sonhos bizarros foi o martírio dessa semana! E levantar de manhã, vestir minha capa e ir trabalhar com um mínimo de cara de feliz foi minha personagem da semana.🎭

… mas deu certo! 👍🍀

Depois de noites de desesperos tentando comprar ingressos para o show de Sandy & Junior, não consegui comprar! Como não era uma opção financeiramente viável ir para outro estado, eu só tinha mesmo a opção do RJ para ir… e perdi! Depois de algumas tentativas frustradas de compra e histórias bizarras, um milagre aconteceu! Os shows aqui seriam em 02/08 e 03/08 (sexta e sábado). No dia 02/08, como num passe de mágica, recebo uma ligação do meu irmão me avisando que eu iria no show! Uma história longa e engraçada… e ele conseguiu um ingresso para o dia 03/08, no sábado! E lá fui eu! E a melhor parte: o ingresso era para o Camarote e chegando lá… me colocaram na Pista Premium! Eu fiquei muito em êxtase! Eu chorei demais, gritei demais, fiquei muito emocionada de estar ali tão pertinho e vivendo aquele momento! Foi único! E uma ótima oportunidade para saber que não é sempre que as coisas dão erradas… muitas vezes as coisas dão muito certas! E essa foi uma delas! ❤

Até a semana que vem! Tchau!

Aline Ribeiro.

Ainda dá tempo!

tempo

Quando eu era jovem, eu acreditava em príncipe encantado. Sem vergonha de admitir. Acreditava mesmo e ponto final. Eu era muito sonhadora. Daquelas que amavam filmes de romance, choravam com as histórias de amor e torciam pela mocinha e pelo mocinho. Eu era romântica. Eu acreditava em contos de fada. Mesmo! Eu tinha plena convicção de que, embora a vida fosse real, viver uma “real história de princesa” era totalmente possível. Sonhava em me casar linda, toda de branca, com uma linda cerimônia, com tudo que tem direito, igual princesa mesmo!

Mas o tempo passa! E a gente aprende tanta coisa com o tempo. Nosso amado professor tempo. Professor na escola da vida. A gente aprende com as coisas boas e com as coisas ruins. E, embora algumas pessoas insistam em não querer aprender, o tempo ensina. É tipo como numa escola de verdade: se você não assimilar a lição e não tirar nota boa, você fica reprovado e tem que fazer tudo de novo. E quem já ficou reprovado ou de recuperação sabe: a segunda vez é sempre mais chata, mais cansativa, mais dolorosa. E se tiver terceira, quarta, quinta, fica cada vez mais insuportável de recuperar.

Mas se recupera! O tempo sempre ensina!

E nesse tempo de muitas lições ensinadas e aprendidas, eu descobri que o mundo não era assim tão cor de rosa quanto eu imaginava. A gente aprende que rasteiras existem, que o lado cinza não é mostrado nos filmes, que as pessoas podem (e são!) bem cruéis quando querem ser e que muitos príncipes não merecem ser chamados nem de sapo!

No mundo real, as pessoas parecem falar o que querem. Parece não existir um filtro entre o cérebro e a boca: pensou, falou! E isso machuca! Isso coloca “em cheque” certezas que já temos em nossas vidas. Isso nos faz pensar se estamos certos ou errados em coisas que antes eram normalmente aceitáveis dentro de nós. Coloca-nos a pensar em situações hipotéticas, irreais, surreais.

Eu descobri que nem sempre acontecem as coisas que a gente quer e nem na hora que a gente quer. E que isso vai acontecer muito mais frequente do que a gente imagina. Que a vida muitas vezes vai ser leve e tranquila, mas é para amenizar os turbilhões que vivemos. Eu entendi que, diferente dos contos de fadas, os “vilões” não têm um esteriótipo muito fácil de decifrar. Mas que não ficam muito longe do que vimos: muitos se fazem de amigos, mas com palavras encapsuladas de maldade e facas – que vão ferir nosso coração como uma punhalada no momento crucial do filme.

Mas quer saber? Eu não me importo! Talvez eu não seja aquela Aline do passado. Mas eu não acho que passei da idade para absolutamente nada na vida, inclusive para amar. Afinal, não existe idade limite para amar! Meu limite para amar é simplesmente ilimitado! Eu ainda sou romântica, eu ainda mantenho sonhos e ainda acredito no final feliz! Só que agora com uma maturidade que me faz entender que um corpo ou rosto bonitos não são tão charmosos quanto um ar de inteligência e que o “felizes para sempre” tem mais ligação com querer bem ao outro do que efetivamente com aquela coisa do “morrer de amor sem ar”.

Ainda dá tempo de tudo. É só a gente realmente querer!

Aline Ribeiro.

Na dúvida, fique calado!

8e518891-dc05-4edb-a3c8-39e26776fec3Tenho 36 anos, não sou casada e nunca fui. Tenho 36 anos, não tenho filhos e nunca engravidei. Tenho 36 anos e não comprei um carro ou uma casa ou um cachorro. E, aparentemente, isso é um crime para a tradicional família brasileira!

Tenho uma profissão, gosto dela, já alcancei altos voos no ramo que escolhi, sou formada e pós graduada, sei falar bem Inglês e Espanhol, já viajei bastante e espero nunca parar. Mas… tenho 36 anos e até hoje não formei a minha “família perfeita”. E por esse motivo, para a sociedade, sou um ET vagando pela Terra!

Semana passada, passei pela seguinte situação (pela milésima vez na vida!):
“Você já tem filhos também?”
Não! Não tenho!
“Ah! Sério? Mas você não quer ter filhos?”
Vamos deixar que o tempo responda isso, né?
“Ahhh mas já tem idade pra ter, né?”
[… e continuou]

Aí eu faço a seguinte pergunta ao universo: qual o objetivo dessa conversa? Qual o objetivo dessa pessoa? Era alguém que nunca tinha me visto na vida. Que não sabe absolutamente nada da minha história. E pior, que vai continuar sem saber! Mas se acha no direito de fazer esse tipo de pergunta e, de alguma forma, se meter na vida alheia.

As pessoas deveriam se colocar mais no lugar do outro. Você sabe o motivo do outro não ter filhos com aquela idade? Sabe se a pessoa optou por não tê-los ou se a pessoa não pode tê-los por alguma questão fisiológica ou se a pessoa não os tem porque não encontrou ninguém para formar essa família ou sei lá o quê?

Por que existem tantas pessoas sem empatia no mundo? Eu até acredito que alguns não façam por mal e que essas perguntas surjam por pura falta de noção mesmo. Mas aí a pessoa questionada começa a te responder um tanto incomodada, o que você faz? Você para! Você percebe! Você não continua o diálogo para não expor ainda mais o outro!

E vou ainda mais além: você não sabe o que esse tipo de pergunta pode desencadear naquela pessoa. E se ter filhos, se casar, formar uma família, for o que aquela pessoa mais quer na vida e simplesmente não consegue? E aí? Imagina em que ferida você está tocando! Imagina que “rombo” você vai abrir! Imagina tudo o que você pode estar desenterrando e que vai fazer super mal a quem está sendo questionado! Só imagine o estrago que você pode estar fazendo! Na dúvida, não faça! Fique calado!

O mundo continuaria não sendo perfeito, mas seria muito melhor se a gente pudesse contar com o bom senso das pessoas e o “se colocar no lugar do outro”.

Tenho 36 anos, gostaria de ter me casado, mas não casei. Tenho 36 anos, gostaria de ter sido mãe, mas não fui. Tenho 36 anos, gostaria de ter casa, carro e cachorro, mas não são minhas prioridades no momento. Tenho 36 anos, mas, que eu saiba, ainda não estou morta e a vida não acaba daqui a alguns dias…

Deixem as pessoas viverem em paz! Não sejam responsáveis pela queda dos outros! Não desencadeiem depressões e similares em pessoas que só estão vivendo, independente se nas regras da família tradicional ou não!

Aline Ribeiro.

Lá nas nuvens…

la_na_nuvem

Estar nas nuvens, mesmo que dentro do avião, é como estar em paz, apesar de estar vivendo um turbilhão!

Olho pela janela e vejo uma imensidão de branco, um infinitivo de nada, um azul incomparável, misturado a uma paz que não sei de onde vem. Uma luz que aparece bem no além e uma calma que, inexplicavelmente, me transforma em alguém.

Alguém que quer tentar, que quer vencer, que tem esperança e acredita no amanhã! Que sonha alto, que não desiste, que não se abate, mas que só dentro de mim existe!

Lá na frente o piloto anuncia a chuva que nos impede de pousar. Olho pela janela e vejo o sol que insiste em brilhar! Cenários controversos, tanto quanto meus pensamentos. Vejo céu, vejo terra, vejo mar e infinito. Daqui tudo parece calmo e bonito. Meu pensamento voa e vai além do que posso controlar. Vai a lugares diferentes da realidade que me espera ao aterrissar.

E aí eu paro e penso: pensamentos criam forma!!! Pensamentos são lugares!!! Onde queremos estar? Qual forma queremos tomar? E para onde queremos ir? Só sei que de pensamentos bons, desses sim eu aceito me definir!

Crie sonhos. Alimente-os como uma criança e os faça tomar forma e crescer. Olhe pela janela e veja nuvens. E enxergue no horizonte aquela pessoa que você sempre sonhou ser!

Aline Ribeiro.

Dia Internacional das Mulheres

mulheres

Delicadas como um furacão,
Indecisas cheias de certeza.
Apaixonadas e apaixonantes, somos donas de uma incrível beleza!

Indiscutivelmente somos seres muito especiais:
Nascemos com a maravilhosa missão de gerar outras vidas,
Temos um trunfo e um refúgio sagrado chamado melhores amigas.
Entendemos de tudo, fazemos de tudo e sabemos de tudo! E tudo isso de salto alto!
Roupas e sapatos nunca são demais para nós e sim, precisamos de muito espaço. Muito!
Não conseguimos ficar caladas por muito tempo. Pouco tempo já é muito tempo!
A vida ao nosso lado com certeza é mais emocionante, mais agitada e bem barulhenta.
Chorar faz parte do nosso pacote: choramos de felicidade, de tristeza ou só por charme!
Intuitivas, sensitivas, pensativas, expressivas e muitas vezes possessivas! Somos
Observadoras natas, com um faro inigualável e um radar inacreditável. Nós vemos tudo!
Nosso humor parece uma montanha russa e nossos hormônios estão sempre em ebulição!
Amamos, ouvimos e agimos com a razão, mas sempre envolvidas pelo nosso coração.
Levamos a vida assim: somos guerreiras, independentes, mas gostamos de carinho sim!

Dia da mulher deveria ser todo dia! Somos tudo ao mesmo tempo e mais um pouco!
Agitamos as nossas vidas, mergulhamos de cabeça e deixamos todo mundo louco!

Mulher que é mulher se orgulha disso pelos mínimos detalhes.
Umas são mais fortes, outras são mais frágeis. Mas no final das contas, somos todas
Livres, leves e soltas. Vivemos sendo femininas e românticas, fortes e desapegadas.
Hoje em dia somos tudo. Não há o que não saibamos fazer! Dona de casa ou professora,
Empresária ou doutora… mulher faz de tudo e ainda consegue ser sedutora!
Releve nossa TPM, aguente nossas crises, pois no fundo, no fundo, somos seres incríveis!

Aline Ribeiro.

Por que falar é tão difícil?

mangaratiba

Vocês já tentaram falar o que está engasgado na garganta de vocês e simplesmente não sai nada? Você sente que conversar poderia te aliviar, milhares de coisas rodeiam sua mente, você ensaia como falar milhares de vezes, mas a verdade é que aquilo fica ali preso na sua mente, angustiando o seu coração e somente o seu “eu interior” fica sabendo… porque a única pessoa com quem você consegue conversar de verdade é com você mesmo!

Já tentaram abrir o coração para alguém? Falar dos seus sentimentos, dos seus medos, das suas vontades, das suas alegrias, das suas derrotas? Nossa! Como isso é difícil! Como é difícil deixar que alguém saiba o que se passa dentro de nós, o que nós desejamos ou deixamos de desejar, o que gostamos ou deixamos de gostar.

Muitas vezes deixamos passar oportunidades preciosas pelo fato de não conseguirmos expor nossas vontades, nossas ideias, nossos sentimentos. Não falamos, não conversamos, não nos abrimos. Não permitimos que outras pessoas tentem nos ajudar. Não nos permitimos tentar, pelo simples medo de errar. Pelo medo de se expor. Pelo medo do julgamento, do sigilo, da desconfiança. Pelo medo!

O medo! Sempre ele! Sempre nos paralisando e nos prendendo a algo que não nos faz bem. O medo algumas vezes nos torna pessoas mais cautelosas, mais pensativas e, talvez, mais prudentes. Entretanto, na maioria das vezes, sua passagem é maléfica, pois nos tira a coragem, nos impede de andar, trava a nossa vida e nos faz perder momentos que podem não mais voltar.

palavras

Falar é muito importante! É importante que a gente consiga se expressar, que a gente consiga conversar, que as pessoas à nossa volta entendam o que está se passando para que as coisas possam melhorar. Mas só quem tem esse bloqueio vai me entender: saber disso tudo não muda em nada o medo de falar! Angustia ter tudo dentro da gente, mas, muitas vezes, angustia muito mais o fato de saber que mais alguém vai ter acesso àquele pensamento ou outro, àquela vontade ou outra. Angustia não ter com quem conversar, mas angustia muito mais pensar no que vão pensar se você contar tal coisa, se você desabafar tal história ou se você confidenciar tal segredo.

Falar é muito importante! Mas e o medo de falar e estragar alguma coisa? E o medo de falar e alguém te julgar? E o medo de falar e aquilo “sair dali”? E o medo? O que fazer com ele? Onde colocar esse maldito que insiste em povoar nosso ser? Que vez ou outra nos consome, nos corrói, nos controla?

“Mas você não pode deixar que esse medo te domine!” – dizem.

E eu concordo plenamente! Em número, gênero e grau! Não podemos! Não devemos! E não vamos! Somos fortes o suficiente para lidar com isso… Até que algo aconteça, que você fique angustiada, que você não veja saída. Que você converse com seus “botões” dia e noite, que ensaie milhões de formas de falar e que na hora H não saia uma palavra da sua boca e a única coisa que você consiga fazer é chorar!

É complicadíssimo! Muito mais complicado do que qualquer um possa imaginar! Falar por falar é uma coisa fácil: só abrir a boca e deixar as palavras saírem! Até você se dar conta de que suas palavras fazem eco, têm peso, podem causar confusão, gerar consequências… e é aí que começa o ciclo do medo de falar. Da trava interna que não deixa as palavras saírem, mesmo que sua boca esteja escancarada. É quando você entende que falar requer, antes de tudo, pensar no que se vai emitir. E quando a gente começa a pensar demais… o falar se torna de menos. Até que tudo se esgota, se esvai e não sobra uma palavra a ser falada.

Não parece mas, muitas vezes, falar requer uma coragem sobrenatural. Requer um esforço sobre humano. Requer sensatez e equilíbrio. Saber se colocar, saber como falar, como não machucar a si e ao próximo. Falar tem se tornado, na minha vida, uma das atividades mais difíceis e que mais requer do meu emocional. A minha sorte é que eu tenho perto de mim pessoas muito boas que me dão segurança para falar a coisa certa, na hora certa ou simplesmente não falar, se essa for a minha vontade. A minha sorte é que eu posso contar com a minha fé que me ajuda a me entender e me dá forças espirituais para continuar e para ter um resquício de lucidez que me faz enxergar quando realmente vale a pena falar! E eu falo! E eu converso. E eu choro! Porque chorar é a forma da minha alma falar… e quando eu não consigo falar por mim, eu deixo que ela se expresse assim…

Para uns isso tudo vai parecer loucura e para outros vai soar como uma identificação.

Para vocês que acharam loucura, eu só peço que tenham empatia! Só isso! Se coloquem no lugar e tentem entender que as pessoas são diferentes e o que é fácil para você, pode não ser para o outro! E ajudem! Se não é você quem está sentindo, não tente adivinhar o que se passa e não tente julgar… só tente ajudar!

E para vocês que se identificaram, eu dou o meu braço e o meu abraço. Eu sei o que vocês sentem e sei o quanto isso é horrível e angustiante. Procurar ajuda nos parece a coisa mais sensata a se fazer, entretanto a mais difícil de executar. E aqui eu compartilho uma lição de extrema importância: por mais doloroso que seja internamente, se sobrar um mínimo resquício de lucidez que te faça enxergar que vale a pena falar, FALE! Se esprema, mas fale! Arranque de dentro de você! Falar realmente é muito importante! Muito do que vivemos hoje seria evitado se as pessoas se comunicassem melhor, se as pessoas não tivessem medo de falar e se as que não têm medo, parassem para pensar um pouco mais antes de falar. Falem! Mesmo com medo, falem! Vale muito mais a pena tentar do que não tentar! Arriscar do que não arriscar! Não deixem passar oportunidades por medo de falar o que sentem, não percam quem vocês amam por medo de falar o que sentem, não afastem as pessoas que vocês gostam por medo de falar o que sentem, não deixem a vida passar por medo de falar o que sentem. Eu sei que é difícil, mas a vida merece ouvir o nosso lado da história! E depois de tudo, chorem… chorem bastante! Deixem a alma se expressar um pouquinho e lavar o que já não nos serve mais…

Aline Ribeiro.

De cara lavada…

Sempre amei escrever. Era daquelas crianças que amava ter redação em qualquer coisa da escola. Sempre fui daquelas adolescentes que amava escrever cartas quilométricas ou escrever em agendas e diários. Quando comecei a procurar emprego, adorava quando me pediam para escrever uma redação. E sempre guardava o que eu tinha escrito (na medida do possível), e quando chegava em casa, eu escrevia tudo de novo num papel para poder ter guardado e para mostrar para minha mãe. Ou seja, sempre fui a louca da escrita! Não sei porque eu nunca me dei conta que eu deveria usar isso para ser minha profissão de alguma forma. Escrever sempre me fez bem, sempre me fez sentir viva. Sempre tive a impressão de que o papel me entendia melhor do que ninguém.

Mas a verdade é que segui um caminho totalmente oposto à escrita e a única coisa que escrevo atualmente no meu trabalho são relatórios – que estão longe (muito longe!) de ser a escrita que eu sempre gostei, que eu sempre sonhei! E foi por isso que há 8 anos eu resolvi criar um blog. Ainda não tinha muita ideia de como seria ou no que daria, mas tinha certeza de que ali seria um cantinho especial, pois eu conseguiria ser a Aline que morava dentro de mim e que sempre quis “ter voz”.

E ali realmente fui muito feliz. Conheci pessoas sensacionais que levo até hoje na minha vida. Tive contato com muitas outras que nunca vi pessoalmente, mas que fizeram parte da minha vida por um tempo, que me mandavam palavras que mudavam meus dias. E o melhor de tudo, ali eu fui capaz de, com as minhas palavras, mudar o dia, a cabeça e a vida delas também. E saber disso, me fazia a pessoa mais realizada!

Só que a vida às vezes toma um rumo diferente, segue um caminho que a gente não tinha planejado e nos dá umas rasteiras que muitas vezes fica difícil de levantar. E numa dessas eu larguei o blog. Eu simplesmente não conseguia mais escrever. Eu não tinha ânimo nem para começar. Por diversas vezes me peguei sentada na frente do computador sem conseguir ao menos colocar no papel as milhares de coisas que se passavam na minha cabeça. E esse foi o fim daquele lugar tão amado por mim (e por muitas pessoas que me mandavam mensagem pedindo para eu voltar).

E o tempo passou. E como tudo na vida, as coisas foram se ajustando. E a minha vontade de escrever se mantinha lá firme e forte. A vontade nunca morreu… o que havia morrido era a minha inspiração – se é possível dizer que inspiração morre alguma vez. E foi então que em 2016 eu criei o Dedilhando. Criei com a ideia de ser um lugar novo, um lugar sem rastro, um lugar sem passado, somente com a mesma escritora, de coração aberto e transbordando de vontade de escrever. Entretanto, criei, mas novamente não conseguia escrever.

eco

Um ano se passou e o blog ficou parado. Vários ensaios para “inaugurá-lo”, querendo fazer dele um lugar diferente! E nada dava certo. Nenhuma tentativa era boa, todas em vão. E aí veio 2017 – um ano que foi muito importante pra eu me dar conta de que as coisas só acontecem mesmo na nossa vida quando a gente realmente decide que elas precisam acontecer. E no final de 2017 eu decidi que eu precisava disso, eu precisava escrever, eu precisava voltar a ter a mesma satisfação de antes em colocar no papel o que eu estava sentindo. E aí comecei a dar uma cara, comecei a pensar no formato… e no início de 2018 eu resolvi tirá-lo da minha cabeça e trazê-lo à vida.

A ideia era ser um blog com textos não muito longos, sem parecer um diário onde houvesse desabafos, alegrias ou qualquer outra coisa que parecesse informal. A ideia era colocar minhas inspirações num tom mais “sério” do que um simples “blog da Internet”, contando “causos”. E nessa eu publiquei os dois primeiros posts e nasceram outros tantos que estão no rascunho.

Só que ainda estava olhando pra ele e não conseguia senti-lo meu! Até que hoje, sentada na frente do computador e lendo alguns textos do blog antigo, eu me dei conta de que não adianta tentar mudar para ser o que eu não sou! Eu sou assim de escrever o que me vem na cabeça, de fazer meus desabafos, de escrever meus textos misturados onde ninguém tem certeza se eu estou falando de mim ou se eu estou falando de um tema ou pessoa genérica. E foi aí que eu me dei conta de que é disso que eu gosto: de sentar aqui e fazer o que eu estou fazendo agora. Esse post já está enorme, mas provavelmente ele tem muito da minha alma, sem tirar nem por! E era disso que eu sentia falta. Era disso que eu estava precisando. É isso que eu amo fazer e eu não posso fugir mais.

É assim que nasce o Dedilhando – de novo! É assim que eu apresento ao mundo o lugar onde eu me sinto em casa; o lugar onde eu sou eu; o lugar onde vocês nunca vão saber se realmente sou eu; o lugar onde a minha alma se expõe de cara lavada, sem nem ao menos mostrar a cara; o lugar onde eu espero que vocês se encontrem e amem assim como sempre foi.

Espero dedilhar minhas palavras aqui para que elas ecoem na alma de vocês e façam vibrar nas ondas de nossos pensamentos.

Sejam muito bem vindos à minha casa. Sejam muito bem vindos ao Dedilhando.

Aline Ribeiro.