Seja você! Sem medo!

O quanto você é exatamente o que você gostaria de ser? Sem medo, sem preconceito ou qualquer julgamento? O quanto você é você sem máscaras, maquiagens ou barba? De cara limpa, coração aberto e sinceridade à mostra?

O mundo de hoje é praticamente um conto de fadas ao contrário: onde víamos fadas e duendes, hoje vemos dragões e espadas. Pessoas vivendo envoltas ao medo e ao ódio. Andando com receio de cair e serem pisoteadas. Agindo de acordo com comandos do que é certo ou errado. Mas não do que é certo ou errado para elas e sim de acordo com o que o comando diz ser! E o comando… esse, geralmente, não está conectado com nossas mentes e nossas vontades!

Quantas vezes você se perguntou o motivo de estar fazendo sempre determinada coisa se gostaria de estar fazendo outra? Quantas vezes quis muito usar uma determinada roupa e se sentiu reprimido pelo fato de imaginar os comentários e olhares alheios? Gostaria de estar trabalhando num lugar diferente, com pessoas diferentes, fazendo coisas diferentes… ou estudando outra coisa, num outro curso, com outras pessoas, em outros lugares… ou assistindo outro filme, com outro tema e num ambiente diferente… ou viajando para outro lugar, conhecendo outras culturas ou simplesmente não estar viajando para canto algum! Quantas vezes você gostaria de estar dormindo mas precisa levantar? Gostaria de estar calado mas precisa se comunicar? Quantas vezes se sentiu fechado quando gostaria de estar livre? Quantas vezes você se olhou mas não se reconheceu?

Será que precisa mesmo ser assim? Esses momentos, não tão raros, precisam mesmo estar se concretizando com tanta frequência? Não conseguir ser quem a gente realmente é por tanta pressão (e repressão) interna e externa! Se desde sempre nos dizem que somos nós os responsáveis por nossa felicidade, por que, então, não conseguimos simplesmente mudar isso?

É muito difícil (e talvez impossível!) ser feliz assim!

O que poderia acontecer se decidíssemos tomar a rédea da nossa vida? Se nos tornássemos guardiões dos nossos sonhos? Se, enfim, tivéssemos sonhos! Traçássemos rumos! Seguíssemos em frente sem precisar de “permissões” claras ou ocultas! O que poderia acontecer se vivêssemos um dia de cada vez, mas se realmente começássemos a viver?

É difícil ser exatamente o que gostaríamos de ser. Mas quer saber de uma coisa? É muito mais difícil passar a vida inteira sendo quem a gente não é! O que dói mais: continuar se enganando ou se libertar? Não sei exatamente o que você vai fazer depois de ler isso, mas eu te digo: ninguém pode fazer isso no seu lugar!

Por que não podemos ser nós mesmos?

A verdade é que podemos sim! Mas precisamos de algo que poucos têm: coragem! Coragem! C O R A G E M!

Seja você! Sem medo!

E boa sorte!

Aline Ribeiro.

Altos e Baixos

pulsar

A vida é feita de altos e baixos.

Para alguns, mais altos, para outros mais baixos, para outros com picos intensos e momentos de mesmice e para outros uma montanha russa infinita. Enfim, cada um com sua vida, cada um com sua cruz, cada um com suas lamentações e alegrias e cada um fazendo, todos os dias, suas escolhas. Porque, por mais que a gente ache que o mundo conspira para que determinada coisa aconteça, tudo não passa de escolhas que fazemos a todo o momento. Sejam elas conscientes ou inconscientes. E até mesmo quando juramos que não tivemos opção de escolha, se olharmos bem no fundo, fatalmente ela estará lá. Escondida entre uma desculpa ou outra, entre uma escapatória ou outra, entre nossos medos de assumir a responsabilidade sobre nossas ações.

A vida é feita de altos e baixos, onde muitas vezes não temos como controlar a subida ou a decida. Mas é de inteira responsabilidade nossa escolher como vamos agir em cada fase desse sobe e desce. É nossa escolha querer ficar mais tempo do que o necessário no alto ou no baixo. Lembrando sempre que, por mais que não queiramos estar embaixo, é nele onde mais aprendemos como nos comportar quando estivermos em cima. A vida é feita desse equilíbrio. É nossa escolha tentar ou não controlar, mesmo que de forma mínima, o quão alto vamos subir, o quão baixo vamos descer e quanto tempo nos permitiremos viver ali no “limbo”, no meio-termo da vida, no neutro, paralisados… até a morte!

Não é fácil! Eu sei! Vai por mim, eu sei bem! Às vezes é até mais difícil do que parecer ser! Nem sempre temos força para escolher, nem sempre as escolhas são as melhores, nem sempre o corpo responde à mente, nem sempre a razão prevalece, nem sempre, nem sempre… Mas se a gente não continuar tentando, será cada dia pior!

Aline Ribeiro

Foi uma bosta, mas deu certo!

“Foi uma bosta, mas deu certo!” é uma categoria do blog que visa mostrar a vida real.
As pessoas tendem a mostrar só a parte boa da vida nas redes sociais, né? Como se nada de ruim acontecesse na nossa vida! E isso só vem, aos poucos, tornando as pessoas ainda mais doentes por acharem suas vidas uma bosta porque na vida alheia está dando tudo certo!
Por isso, aqui vou mostrar que existem várias coisas legais e que dão certo, mas que os dias cinzas existem e notícias e acontecimentos ruins fazem essa parte da vida ser uma bosta! Porém, inverti a ordem colocando o ruim antes do bom, pois quero acreditar que no final a gente sempre deve pesar mais o lado positivo da vida!

Foi uma bosta… 👎💩

Praticamente todas as minhas noites dessa semana. Impressionante como quando a nossa cabeça não está bem, nosso sono é um dos primeiros a serem prejudicados! Dormir um pouco foi um luxo essa semana. O “normal” da semana foi não conseguir relaxar, não conseguir ter uma noite em paz, uma noite inteira sem caraminholas na cabeça. Isso realmente foi  uma bosta. E não ter conseguido dormir direito e ter tido muitos sonhos bizarros foi o martírio dessa semana! E levantar de manhã, vestir minha capa e ir trabalhar com um mínimo de cara de feliz foi minha personagem da semana.🎭

… mas deu certo! 👍🍀

Depois de noites de desesperos tentando comprar ingressos para o show de Sandy & Junior, não consegui comprar! Como não era uma opção financeiramente viável ir para outro estado, eu só tinha mesmo a opção do RJ para ir… e perdi! Depois de algumas tentativas frustradas de compra e histórias bizarras, um milagre aconteceu! Os shows aqui seriam em 02/08 e 03/08 (sexta e sábado). No dia 02/08, como num passe de mágica, recebo uma ligação do meu irmão me avisando que eu iria no show! Uma história longa e engraçada… e ele conseguiu um ingresso para o dia 03/08, no sábado! E lá fui eu! E a melhor parte: o ingresso era para o Camarote e chegando lá… me colocaram na Pista Premium! Eu fiquei muito em êxtase! Eu chorei demais, gritei demais, fiquei muito emocionada de estar ali tão pertinho e vivendo aquele momento! Foi único! E uma ótima oportunidade para saber que não é sempre que as coisas dão erradas… muitas vezes as coisas dão muito certas! E essa foi uma delas! ❤

Até a semana que vem! Tchau!

Aline Ribeiro.

Não seja o seu próprio inimigo!

Já parou para avaliar o quanto você afasta as pessoas à sua volta? Já parou para avaliar o quanto você julga o outro e não olha para o seu próprio umbigo? Já parou para avaliar o quanto se achar sempre na razão, só está te levando para um buraco escuro e solitário?

Uma briga aqui. Um desentendimento ali. Uma chateação a mais no dia. Um disse-me-disse sem sentido. Um sentimento guardado sem razão de ser. Pensamentos aleatórios de coisas que nem realmente estão acontecendo. Uma certeza de que algo está errado, enquanto o mundo está somente andando e você pirando.

Tudo é motivo para argumentar. Tudo é motivo para se irritar. Tudo é motivo para achar o outro errado. Tudo é motivo para, mesmo que involuntariamente, levar para longe tudo e todos! O outro sempre está errado. Você sempre está certa. E mesmo quando você sabe que está errada, no esquema da autossabotagem, inventa um motivo bobo para “colocar a culpa” no outro e passar a ser a certa.

E onde isso tudo está te levando? Para o abismo! Sozinha! Sem ninguém! Porque todos sempre têm um “problema”. Todos sempre são chatos. Todos sempre te incomodam com alguma coisa, mesmo que ínfima, mas que você torna enorme e pesada.

Talvez se colocar no lugar do outro ajudasse. Ajudasse a entender os motivos, as desculpas, os argumentos. Mas para que se colocar no lugar se você pode continuar se achando certa e se mantendo no “seu pedestal”?

Repense! Isso não é saudável!

A vida é curta. A vida passa e muitas vezes nem percebemos as coisas que andam acontecendo, de tão rápidas que elas estão se mostrando. A vida não perdoa se você ficar “dormindo no ponto”. Guarde menos rancor. Se preocupe com coisas mais sérias. Fique chateada pelo o que realmente importa. Brigue com quem mereça todo esse seu esforço. Pare de falar com quem não está te agregando nada. Não vire as costas para pessoas que estão simplesmente felizes enquanto você cria histórias na sua cabeça. Não despeje em ninguém suas amarguras diárias sem a mínima necessidade. Não seja a erva daninha que as pessoas, aos poucos, vão querendo ver longe.

Por fim, não faça tempestade onde o sol quer nascer! A vida é muito melhor quando se tem pessoas por perto. Quando se está sempre sozinha, a gente vira a própria tempestade e afasta até a vontade do sol de querer se manisfestar na gente! Não seja aquilo que você mesma critica em todo mundo. Todos estão vendo. Só você que insiste em se manter de olho fechado e ignorando os sinais da vida. Não faça tempestade onde o sol quer nascer! Busque ser o sol! Você vai aprender a ser mais feliz!

Aline Ribeiro.

Ah saudade… como eu sinto!

É assim, simplesmente assim. Uma coisa que vem e não tenho como explicar.
Aparece do nada e sem muitos rodeios me deixa sem ar. E sinto saudade.
Saudade boa. Estado de melancolia. Mas a sensação é boa.
Saudade de coisas que não voltam. De coisas que sei que não posso ter mais.
Saudade de momentos vividos. De momentos que eu sei que não se repetirão.
Saudade de pessoas que passaram e marcaram. De pessoas que hoje nem sei onde estão.
Simplesmente saudade de situações e instantes que, embora eu nem saiba se um dia aconteceram ou se um dia acontecerão, simplesmente sinto saudade.
Vontade de voltar no tempo e aproveitar. Vontade de acelerar o tempo e relaxar.
Saudade de cheiros, beijos, carinhos e olhares, que de olhos fechados até posso enxergar.
Cheiros, beijos, carinhos e olhares que já passaram e que ainda nem chegaram.
E sigo sentindo saudades e vontades… vendo o tempo passar e a saudade só aumentar.
E se um dia me perguntarem do que mais eu sinto saudade…
… lamento informar, mas são tantas coisas que nem ao menos posso enumerar!

Aline Ribeiro.

Ainda dá tempo!

tempo

Quando eu era jovem, eu acreditava em príncipe encantado. Sem vergonha de admitir. Acreditava mesmo e ponto final. Eu era muito sonhadora. Daquelas que amavam filmes de romance, choravam com as histórias de amor e torciam pela mocinha e pelo mocinho. Eu era romântica. Eu acreditava em contos de fada. Mesmo! Eu tinha plena convicção de que, embora a vida fosse real, viver uma “real história de princesa” era totalmente possível. Sonhava em me casar linda, toda de branca, com uma linda cerimônia, com tudo que tem direito, igual princesa mesmo!

Mas o tempo passa! E a gente aprende tanta coisa com o tempo. Nosso amado professor tempo. Professor na escola da vida. A gente aprende com as coisas boas e com as coisas ruins. E, embora algumas pessoas insistam em não querer aprender, o tempo ensina. É tipo como numa escola de verdade: se você não assimilar a lição e não tirar nota boa, você fica reprovado e tem que fazer tudo de novo. E quem já ficou reprovado ou de recuperação sabe: a segunda vez é sempre mais chata, mais cansativa, mais dolorosa. E se tiver terceira, quarta, quinta, fica cada vez mais insuportável de recuperar.

Mas se recupera! O tempo sempre ensina!

E nesse tempo de muitas lições ensinadas e aprendidas, eu descobri que o mundo não era assim tão cor de rosa quanto eu imaginava. A gente aprende que rasteiras existem, que o lado cinza não é mostrado nos filmes, que as pessoas podem (e são!) bem cruéis quando querem ser e que muitos príncipes não merecem ser chamados nem de sapo!

No mundo real, as pessoas parecem falar o que querem. Parece não existir um filtro entre o cérebro e a boca: pensou, falou! E isso machuca! Isso coloca “em cheque” certezas que já temos em nossas vidas. Isso nos faz pensar se estamos certos ou errados em coisas que antes eram normalmente aceitáveis dentro de nós. Coloca-nos a pensar em situações hipotéticas, irreais, surreais.

Eu descobri que nem sempre acontecem as coisas que a gente quer e nem na hora que a gente quer. E que isso vai acontecer muito mais frequente do que a gente imagina. Que a vida muitas vezes vai ser leve e tranquila, mas é para amenizar os turbilhões que vivemos. Eu entendi que, diferente dos contos de fadas, os “vilões” não têm um esteriótipo muito fácil de decifrar. Mas que não ficam muito longe do que vimos: muitos se fazem de amigos, mas com palavras encapsuladas de maldade e facas – que vão ferir nosso coração como uma punhalada no momento crucial do filme.

Mas quer saber? Eu não me importo! Talvez eu não seja aquela Aline do passado. Mas eu não acho que passei da idade para absolutamente nada na vida, inclusive para amar. Afinal, não existe idade limite para amar! Meu limite para amar é simplesmente ilimitado! Eu ainda sou romântica, eu ainda mantenho sonhos e ainda acredito no final feliz! Só que agora com uma maturidade que me faz entender que um corpo ou rosto bonitos não são tão charmosos quanto um ar de inteligência e que o “felizes para sempre” tem mais ligação com querer bem ao outro do que efetivamente com aquela coisa do “morrer de amor sem ar”.

Ainda dá tempo de tudo. É só a gente realmente querer!

Aline Ribeiro.

Na dúvida, fique calado!

8e518891-dc05-4edb-a3c8-39e26776fec3Tenho 36 anos, não sou casada e nunca fui. Tenho 36 anos, não tenho filhos e nunca engravidei. Tenho 36 anos e não comprei um carro ou uma casa ou um cachorro. E, aparentemente, isso é um crime para a tradicional família brasileira!

Tenho uma profissão, gosto dela, já alcancei altos voos no ramo que escolhi, sou formada e pós graduada, sei falar bem Inglês e Espanhol, já viajei bastante e espero nunca parar. Mas… tenho 36 anos e até hoje não formei a minha “família perfeita”. E por esse motivo, para a sociedade, sou um ET vagando pela Terra!

Semana passada, passei pela seguinte situação (pela milésima vez na vida!):
“Você já tem filhos também?”
Não! Não tenho!
“Ah! Sério? Mas você não quer ter filhos?”
Vamos deixar que o tempo responda isso, né?
“Ahhh mas já tem idade pra ter, né?”
[… e continuou]

Aí eu faço a seguinte pergunta ao universo: qual o objetivo dessa conversa? Qual o objetivo dessa pessoa? Era alguém que nunca tinha me visto na vida. Que não sabe absolutamente nada da minha história. E pior, que vai continuar sem saber! Mas se acha no direito de fazer esse tipo de pergunta e, de alguma forma, se meter na vida alheia.

As pessoas deveriam se colocar mais no lugar do outro. Você sabe o motivo do outro não ter filhos com aquela idade? Sabe se a pessoa optou por não tê-los ou se a pessoa não pode tê-los por alguma questão fisiológica ou se a pessoa não os tem porque não encontrou ninguém para formar essa família ou sei lá o quê?

Por que existem tantas pessoas sem empatia no mundo? Eu até acredito que alguns não façam por mal e que essas perguntas surjam por pura falta de noção mesmo. Mas aí a pessoa questionada começa a te responder um tanto incomodada, o que você faz? Você para! Você percebe! Você não continua o diálogo para não expor ainda mais o outro!

E vou ainda mais além: você não sabe o que esse tipo de pergunta pode desencadear naquela pessoa. E se ter filhos, se casar, formar uma família, for o que aquela pessoa mais quer na vida e simplesmente não consegue? E aí? Imagina em que ferida você está tocando! Imagina que “rombo” você vai abrir! Imagina tudo o que você pode estar desenterrando e que vai fazer super mal a quem está sendo questionado! Só imagine o estrago que você pode estar fazendo! Na dúvida, não faça! Fique calado!

O mundo continuaria não sendo perfeito, mas seria muito melhor se a gente pudesse contar com o bom senso das pessoas e o “se colocar no lugar do outro”.

Tenho 36 anos, gostaria de ter me casado, mas não casei. Tenho 36 anos, gostaria de ter sido mãe, mas não fui. Tenho 36 anos, gostaria de ter casa, carro e cachorro, mas não são minhas prioridades no momento. Tenho 36 anos, mas, que eu saiba, ainda não estou morta e a vida não acaba daqui a alguns dias…

Deixem as pessoas viverem em paz! Não sejam responsáveis pela queda dos outros! Não desencadeiem depressões e similares em pessoas que só estão vivendo, independente se nas regras da família tradicional ou não!

Aline Ribeiro.